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Mapeador de ausências

Capa do livro Mapeador de ausências

Sinopse

Diogo Santiago é um prestigiado e respeitado intelectual moçambicano. Professor universitário em Maputo, poeta, desloca-se pela primeira vez em muitos anos à sua terra natal, a cidade da Beira, nas vésperas do ciclone que a arrasou em 2019, para receber uma homenagem que os seus concidadãos lhe querem prestar.Mas o regresso à Beira é também, e talvez para ele seja sobretudo, o regresso a um passado longínquo, à sua infância e juventude, quando ainda Moçambique era uma colônia portuguesa. Menino branco, é filho de um pai jornalista e sobretudo poeta, e de uma mãe toda sentido prático e completamente terra-a-terra. Do pai recorda o que viveu com ele: duas viagens ao local de terríveis massacres cometidos pela tropa colonial, a sua perseguição e prisão pela PIDE, mas sobretudo, e em tudo isto, o seu amor pela poesia. Mas recorda também, entre os vivos, o criado Benedito (agora dirigente da FRELIMO) e o seu irmão Jerónimo Fungai, morto a tiro nos braços da sua amada, a bela e infeliz Mariana Sarmento, o farmacêutico Natalino Fernandes, o inspector da PIDE Óscar Campos, a tenaz e poderosa Maniara, e muitos outros; e de entre os mortos sobressaem o régulo (intermediários entre a autoridade portuguesa e a população local) Capitine, que vê uma mulher a voar.

Capa e Projeto gráfico: TAG (Bruno Miguell Mesquita, Paula Hentges)

Pintura da capa e miolo: Fio de memória, Mônica Barbosa, 2021

Sobre o autor

O mapeador de ausências é o 20o livro do escritor moçambicano Mia Couto publicado no Brasil. Nascido em 5 de julho de 1955 na cidade de Beira, Mia Couto é filho de imigrantes portugueses. Biólogo de formação e prática, aventurou-se no jornalismo, mas encontrou sua vocação definitiva na literatura. Foi curador da TAG Curadoria em dezembro de 2020, com a indicação de Moisés negro, de Alain Mabanckou. Único escritor africano membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), Mia Couto ocupa a cadeira número 5. Venceu uma série de prêmios, entre eles o prestigiado Camões, em 2013. Sua escrita versa sobre as riquezas de sua terra natal, carregada por neologismos e atribuição de símbolos fantásticos a uma realidade brutal.

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